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Quando a liberdade é inclusiva, todos ganham: negócios e pessoas

O mês de junho é marcado, em todo o mundo, pela celebração do Mês do Orgulho LGBTQIA+. Foi em 28 de junho de 1969 que, oficialmente, o movimento LGBTQIA+ ficou marcado por uma lembrança truculenta, mas importante: a invasão ao bar Stonewall, no vilarejo de Greenwich, em uma Nova York acostumada a presenciar ações policiais de invasão à locais públicos, como o bar — sobretudo por estar cheio de representatividade lá dentro.

De lá para cá, muito foi feito: direitos foram conquistados, marchas foram postas na rua, paradas do Orgulho LGBTQIA+ são organizadas ao redor do mundo — com São Paulo na rota das maiores organizações do evento no mundo inteiro.

Mas, ainda assim, vemos o Brasil figurar entre os países que mais matam pessoas da comunidade no mundo. Ainda mais quando se trata da letra T, na sigla: 175 travestis e pessoas trans foram mortas no Brasil só em 2020.

Quase nove em cada dez consumidores optam por comprar de empresas com propósito.

Mas, afinal, o que inclusão, representatividade e a comunidade LGBTQIA+ têm a ver com o seu negócio?

O PPI Brasil 2021 (Purpose Premium Index), feito pela InPress Porter Novelli em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (Ibpad), trouxe dados relevantes em relação a marcas e propósitos. Cerca de 90% dos consumidores confiam mais em uma empresa com propósito, 88% preferem comprar de marcas que defendem algo maior do que seus produtos e serviços e 76% dizem perceber quando uma empresa age de forma contrária aos seus valores.

Já de acordo com uma pesquisa feita pela Accenture, 79% dos consumidores brasileiros querem que as empresas se posicionem em relação a assuntos importantes, envolvendo áreas como sociedade, diversidade e inclusão, cultura, meio ambiente e política.

Dados como este nos mostram um detalhe: o que os consumidores esperam na era do propósito, da informação e das escolhas?

O primeiro passo é reconhecer como o seu negócio pode celebrar a diversidade. E isso vai muito além de produzir, vender ou fornecer produtos com a temática, mas, sim, aliar-se realmente à causa. Na cidade onde sua empresa está inserida, há assistência social para pessoas da comunidade LGBTQIA+? Como é possível atuar em parceria definitiva nesta promoção?

Internamente, há colaboradores da comunidade? A empresa emprega pessoas trans/travestis? Se sim, essa pessoa é incluída na sua totalidade, respeitada e tratada por quem ela representa no coletivo empresarial?

Representatividade, diversidade e inclusão são honestos quando geram valor. E gerar valor, neste caso, não é só o valor financeiro, mas moral, social e individual para cada um e todos, ao mesmo tempo.

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