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Melhor maquininha de cartão em 2026: 9 opções comparadas pela taxa efetiva

Ilustração abstrata de fluxos de luz que se dividem em canais rápidos e lentos, representando prazos e custos de recebimento das vendas com cartão

Toda comparação de maquininha de cartão começa pela taxa do anúncio, e quase toda termina errada por isso. A taxa de vitrine costuma ser promocional (30 dias ou até um teto de vendas), costuma ser a do débito e não mostra o que acontece quando o cliente parcela em 6x ou quando você precisa do dinheiro amanhã. O que sai do caixa é a taxa efetiva: MDR de cada modalidade, mais a antecipação embutida no prazo, mais aluguel ou mensalidade quando a meta não é batida.

Este comparativo põe nove maquininhas que operam no Brasil lado a lado, com taxas conferidas nas páginas oficiais em outubro/2026, e calcula quanto cada uma custa para o mesmo lojista hipotético de R$ 20 mil por mês. Também mostra quanto custa receber na hora, em 1 dia ou em 30 dias, e quando alugar sai mais caro que comprar.

Em resumo:

Como escolher: os cinco números que definem o custo real

A melhor maquininha de cartão é a que cobra menos no seu mix e no seu prazo. Antes de comparar marcas, levante cinco números do seu negócio:

  1. Faturamento mensal no cartão. Quase todas cobram por faixa, recalculada todo mês com base no mês anterior.
  2. Mix de modalidades. O parcelado custa de 3 a 5 vezes mais que o crédito à vista, e é ele que decide o ranking.
  3. Prazo de que você precisa. Receber na hora ou em 1 dia útil significa pagar antecipação embutida. O mecanismo está no nosso guia de antecipação de recebíveis e quanto ela custa de verdade.
  4. Modelo do equipamento. Compra, aluguel (às vezes isento com meta) ou mensalidade de uso abaixo de um faturamento mínimo.
  5. Canais de venda. Se você também vende online, veja se a mesma empresa oferece link de pagamento e checkout para o site, e se essas vendas contam para a sua faixa.

Um parâmetro para o débito: desde 1º de abril de 2023, a Resolução BCB nº 246/2022 limita a tarifa de intercâmbio do débito a 0,5% da venda, a parte do banco emissor. Num MDR de débito de 1,22%, o resto (cerca de 0,7 ponto) remunera a adquirente e a bandeira. A divisão completa está no post sobre taxa MDR.

As 9 maquininhas de cartão comparadas (outubro/2026)

Taxas de tabela para Visa e Mastercard, conferidas nas páginas oficiais em outubro/2026; Elo, Amex e Hipercard costumam custar mais. Onde a empresa não publica a tabela, dizemos isso em vez de estimar.

1. Ton

Marca da Stone para pequenos negócios, com modelos T1 a T3 Smart e o TapTon (celular como maquininha). Sem mensalidade; cobra uma adesão única, parcelável em 12x.

Preço (out/2026): promoção de 0,57% no débito e no crédito à vista e 7,97% no 12x por 30 dias ou até R$ 5 mil em vendas. Depois, na faixa de R$ 10 mil a R$ 30 mil, em 1 dia útil: débito 1,22%, crédito à vista 3,02%, 6x 9,27% e 12x 11,73% (na hora: 1,25%, 3,05%, 11,10% e 11,95%). Até R$ 3 mil, o 12x sobe para 21,39%. Pix grátis com chave na Conta Ton (sem ela, 0,49%). Ver taxas oficiais →

Prós: receber na hora custa quase o mesmo que em 1 dia no débito e no crédito à vista; até 21x nas T3. Contras: faixa até R$ 3 mil cara no parcelado; valor da adesão só no checkout; receber em 1 minuto exige não ter contrato de recebíveis com outra instituição. Para quem: varejo e serviços entre R$ 3 mil e R$ 30 mil/mês que querem dinheiro rápido.

2. Stone

A operação principal do grupo, para lojistas com mais volume: consultor dedicado, entrega e troca em até 48 horas e integração com mais de 90 softwares de gestão.

Preço (out/2026): a página divulga débito “a partir de 0,74%” e crédito “a partir de 2,99%”, com isenção de aluguel conforme as vendas. A tabela completa não é publicada: sob consulta. Ver condições oficiais →

Prós: negociação real com volume; link de pagamento, checkout para e-commerce e conta PJ no mesmo lugar. Contras: sem tabela, só dá para comparar depois de uma proposta; o volume que isenta o aluguel também é negociado. Para quem: lojas com faturamento alto no cartão e vários pontos de venda.

3. Cielo

A credenciadora mais antiga do país, com aluguel e compra publicados lado a lado, o que permite calcular o ponto de virada entre os dois.

Preço (out/2026): Plano Aluguel (só PJ): grátis ao atingir R$ 15 mil no mês, ou R$ 99,90/mês abaixo disso; débito 1,19%, crédito à vista 3,45%, 6x 11,19%, 12x 14,79%. Plano Comodato (PF ou PJ): R$ 238,80 à vista ou 12x de R$ 19,90; débito 1,90%, crédito à vista 4,30%, 6x 11,30%, 12x 19,00%. Recebimento em até 1 dia, sujeito a elegibilidade. Pix 0% por 30 dias, depois 0,99%. Ver taxas oficiais →

Prós: tabela transparente; Cielo Tap incluído; mais de 80 bandeiras. Contras: o aluguel “grátis” depende de bater R$ 15 mil todo mês; Pix pago depois de 30 dias. Para quem: PJ com faturamento estável acima de R$ 15 mil/mês.

4. PagBank (Moderninha)

Moderninha e Minizinha compradas, sem aluguel, com conta digital integrada. A página destaca o recebimento na hora; os planos de 14 e 30 dias aparecem só no simulador.

Preço (out/2026): Super Max (acima de R$ 2 mil/mês): promoção de 0,58% no débito e no crédito à vista por 30 dias ou até R$ 5 mil; depois, débito 1,44%, crédito à vista 3,49%, 6x 10,88%, 12x 13,78%. Essencial (sem mínimo): 0% por 30 dias ou até R$ 1,5 mil; depois, 2,39%, 4,99%, 15,27% e 22,59%. Máquinas a partir de R$ 59,88 (Moderninha Plus 2) à vista, em preço de campanha. Ver taxas oficiais →

Prós: máquina própria; dinheiro na hora no plano padrão. Contras: Essencial caro depois da promoção (22,59% no 12x); o FAQ avisa que o Pix via QR Code na maquininha pode custar até 1,89%. Para quem: quem vende acima de R$ 2 mil/mês e precisa do dinheiro no mesmo dia.

5. Mercado Pago (Point)

Maquininhas Point (Smart 2, Pro 3, Air 2, Mini NFC 2 e Point Tap), sem aluguel nem adesão, com recebimento anunciado na hora, sujeito a elegibilidade.

Preço (out/2026): faixa recalculada todo dia 1º. De R$ 10 mil a R$ 20 mil: débito 1,22%, crédito à vista 3,02%, 6x 11,10%, 12x 11,73%. Até R$ 3 mil: 1,69%, 3,86% e 20,39% no 12x. Pix 0,49%. Promoção de Black Friday com 0,74% no débito e no crédito à vista e 8,99% no 12x, por prazo limitado e com regulamento próprio. Point Pro 3 a R$ 109,90 e Smart 2 a R$ 199,90 (preços de campanha). Ver taxas oficiais →

Prós: mesma taxa para todas as bandeiras; até 18x. Contras: Pix pago; o FAQ cita só as vendas nas Point como base da faixa, então confirme se o que você vende por link ou no site ajuda a baixar a taxa do balcão. Para quem: quem já vende no Mercado Livre e quer centralizar o caixa.

6. InfinitePay

Plataforma da CloudWalk com a tabela mais detalhada do mercado: três prazos (na hora, 1 dia útil e sem antecipação) e quatro faixas, todos publicados.

Preço (out/2026): em 1 dia útil, Plano Inicial (até R$ 20 mil): débito 1,37%, crédito à vista 3,15%, 6x 8,28%, 12x 12,40%; acima de R$ 20 mil: 0,85%, 2,89%, 6,64% e 10,12%. Na hora: 2,29%, 5,49%, 13,99% e 18,29%. Sem antecipação (crédito em 30 dias, parcelas mês a mês), acima de R$ 20 mil: 0,85%, 2,22% e 2,75% em qualquer parcelamento. Pix grátis. Maquininha Smart a R$ 199 no Pix. Ver taxas oficiais →

Prós: a faixa soma maquininha, InfiniteTap e link de pagamento (e CNPJs do mesmo representante legal); plano sem antecipação muito barato. Contras: Elo e Amex bem mais caras (4,91% no crédito à vista do Plano Inicial); quem fatura exatamente R$ 20 mil fica no Plano Inicial. Para quem: quem vende muito parcelado, tem caixa ou soma balcão e online.

7. SumUp

Três modelos comprados (Top, Solo e Smart), sem aluguel nem mensalidade, para quem vende em movimento: ambulantes, delivery, atendimento em domicílio.

Preço (out/2026): débito 0,99% e crédito à vista 3,49%. Conta nova tem taxa zero no débito e no crédito à vista por 30 dias ou até R$ 1,5 mil, e o parcelado conta para o limite. Parcelado e prazo de cada plano não aparecem na página: sob consulta. Pix 0%. Máquinas a partir de 12x de R$ 3,90. Ver taxas oficiais →

Prós: entrada barata; débito competitivo; Pix e loja virtual grátis. Contras: não publica o parcelado, a modalidade que mais pesa. Para quem: microempreendedores com ticket baixo e pouco parcelamento.

8. Rede (Itaú)

A credenciadora do Itaú, com as “laranjinhas” (Laranjinha+ e Smart) e versões TEF para automação comercial. A contratação passa pela conta PJ Itaú.

Preço (out/2026): aluguel e mensalidade da conta PJ grátis acima de R$ 20 mil/mês somando laranjinha, boletos e Pix na conta. Antecipação avulsa no mesmo dia, pedindo até 15h45. MDR não publicado: sob consulta. Ver condições oficiais →

Prós: crédito e gerente do Itaú; e.Rede como gateway de pagamento da loja online. Contras: sem tabela pública; abaixo de R$ 20 mil/mês, aluguel e mensalidade voltam. Para quem: quem já concentra conta e crédito no Itaú.

9. Getnet

A credenciadora do Santander, com maquininhas Get Mini, Clássica e Smart, Get Tap, checkout para e-commerce, TEF e conciliador próprio. Aceita CPF e CNPJ.

Preço (out/2026): “a partir de” débito 1,69%, crédito à vista 3,69%, 6x 9,94%, 12x 12,88%, com recebimento em 2 dias úteis. Adesão a partir de R$ 94,80 à vista. Abaixo do faturamento mínimo do plano (valor que a página não informa), cobra uso de R$ 14,90 a R$ 129,90/mês conforme o modelo. Ver taxas oficiais →

Prós: parcelado competitivo; conciliador e TEF para vários caixas. Contras: débito e crédito à vista acima da média; mínimo de faturamento não divulgado. Para quem: varejo com muito parcelamento e automação de caixa.

Tabela comparativa: quanto o mesmo lojista paga em cada uma

Exemplo hipotético: uma loja fatura R$ 20 mil/mês no cartão, sendo R$ 6 mil no débito, R$ 8 mil no crédito à vista e R$ 6 mil em 6x, tudo Visa e Mastercard. Aplicamos a tabela de cada maquininha na faixa correspondente, sem promoção. Stone, Rede e SumUp ficam de fora por não publicarem todas as taxas.

Maquininha (plano)DébitoCrédito à vista6xPrazoCusto/mêsTaxa efetiva
InfinitePay (Inicial)1,37%3,15%8,28%1 dia útilR$ 831,004,16%
Ton (R$ 10 mil a R$ 30 mil)1,22%3,02%9,27%1 dia útilR$ 871,004,36%
Mercado Pago (R$ 10 mil a R$ 20 mil)1,22%3,02%11,10%na horaR$ 980,804,90%
Getnet1,69%3,69%9,94%2 dias úteisR$ 993,004,97%
PagBank (Super Max)1,44%3,49%10,88%na horaR$ 1.018,405,09%
Cielo (Aluguel, isento)1,19%3,45%11,19%até 1 diaR$ 1.018,805,09%
Cielo (Comodato)1,90%4,30%11,30%até 1 diaR$ 1.136,005,68%

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Na hora, D+1 ou D+30: quanto custa a pressa

A InfinitePay publica os três prazos para o mesmo produto, o que isola o custo do tempo. Mesmo exemplo hipotético; para B e C, consideramos a faixa “acima de R$ 20 mil”:

CenárioDébitoCrédito à vista6xCusto/mêsCusto/ano
A. Na horaR$ 137,40R$ 439,20R$ 839,40R$ 1.416,00R$ 16.992,00
B. 1 dia útilR$ 51,00R$ 231,20R$ 398,40R$ 680,60R$ 8.167,20
C. Sem antecipação (D+30, parcelas mês a mês)R$ 51,00R$ 177,60R$ 165,00R$ 393,60R$ 4.723,20

Receber tudo na hora custa R$ 12.268,80 por ano a mais que esperar. Mas esperar tem custo: no cenário C, a loja carrega permanentemente cerca de R$ 29 mil a receber. São R$ 8 mil do crédito à vista do mês, ainda não pago, mais R$ 21 mil em parcelas futuras do 6x (R$ 6 mil + R$ 5 mil + R$ 4 mil + R$ 3 mil + R$ 2 mil + R$ 1 mil, das vendas dos últimos seis meses).

A conta que decide: passar de B para C economiza R$ 287,00 por mês para manter R$ 29 mil empatados, cerca de 0,99% ao mês sobre esse saldo. Se esse buraco for coberto com capital de giro ou cheque especial mais caro que isso, o D+1 compensa. Se você tem caixa parado rendendo menos, esperar compensa. E a transição pesa: nos primeiros meses depois de migrar para o C, entra menos dinheiro até a agenda se completar. Planeje com o fluxo de caixa e o estoque lado a lado.

Outra armadilha: se o faturamento ficar em exatamente R$ 20 mil, a loja cai no Plano Inicial e paga R$ 831,00 em vez de R$ 680,60 no D+1. São R$ 150,40 por mês decididos por um real. Como a faixa é recalculada com base no mês anterior, um mês fraco encarece o seguinte.

Aluguel ou compra: quando o “grátis” vira degrau

Com o mesmo mix, o Plano Aluguel da Cielo custa 5,09% do faturamento em taxas, mais R$ 99,90 quando o mês fecha abaixo de R$ 15 mil. O Comodato custa 5,68%, sem aluguel, depois do pagamento de R$ 238,80:

Vale para qualquer marca: aluguel isento por meta é ótimo para quem passa da meta com folga e ruim para quem oscila em torno dela. Com sazonalidade forte, calcule o ano com os meses fracos, não com a média. Nas maquininhas compradas (PagBank, Mercado Pago, InfinitePay, SumUp), o equipamento custa de R$ 15 a R$ 199,90 nos preços de campanha de outubro, e o que pesa é a faixa de taxa.

Para quem vende online e no físico: integração pesa tanto quanto a taxa

Quem vende no balcão e no site paga a fragmentação duas vezes: em taxa e em horas de conciliação. Três verificações antes de assinar:

O Pix também entra na conta: grátis na InfinitePay, na SumUp e no Ton (com chave cadastrada), 0,49% no Mercado Pago e 0,99% na Cielo depois de 30 dias. Para R$ 10 mil/mês em Pix, 0,99% são R$ 1.188 por ano. Mais em Pix para pagamentos e métodos de pagamento.

Qual escolher por perfil

Para a conta que recebe tudo isso, veja o comparativo de melhor conta PJ; para entender por que Elo e Amex custam mais, o post sobre bandeiras de cartão.

Perguntas frequentes

Qual é a maquininha de cartão com a menor taxa?

Depende do mix e do prazo. No exemplo de R$ 20 mil/mês com 30% em 6x, a menor taxa efetiva em 1 dia útil foi a da InfinitePay (4,16% no Plano Inicial; 3,40% acima de R$ 20 mil), seguida pelo Ton (4,36%). Sem antecipação, a InfinitePay cai para 1,97%. Quem parcela pouco deve olhar primeiro débito e crédito à vista, e aí a ordem muda.

Existe maquininha com taxa zero?

Só como promoção de entrada, sempre com limite: em outubro/2026, PagBank Essencial (0% por 30 dias ou até R$ 1,5 mil) e SumUp (0% no débito e no crédito à vista por 30 dias ou até R$ 1,5 mil). Depois, valem as taxas normais. Pix grátis é outra coisa: InfinitePay e SumUp não cobram, e o Ton não cobra com chave cadastrada.

Vale a pena ter duas maquininhas?

Como contingência, sim. Para economizar, depende: com duas, cada empresa vê metade do volume, e você pode cair de faixa nas duas. Perto do limite de uma faixa, concentrar costuma sair mais barato.

Pessoa física pode ter maquininha?

Sim. Mercado Pago, Ton, SumUp, PagBank, Getnet e o Plano Comodato da Cielo aceitam CPF. O Plano Aluguel da Cielo é só para PJ, e o Ton aceita vale-refeição (Alelo, Pluxee, Ticket, VR, Up) só com CNPJ.

Taxas conferidas nas páginas oficiais em outubro/2026, para Visa e Mastercard; promoções têm prazo e limite. Confira o valor atual no link de cada empresa antes de contratar.


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