Toda comparação de maquininha de cartão começa pela taxa do anúncio, e quase toda termina errada por isso. A taxa de vitrine costuma ser promocional (30 dias ou até um teto de vendas), costuma ser a do débito e não mostra o que acontece quando o cliente parcela em 6x ou quando você precisa do dinheiro amanhã. O que sai do caixa é a taxa efetiva: MDR de cada modalidade, mais a antecipação embutida no prazo, mais aluguel ou mensalidade quando a meta não é batida.
Este comparativo põe nove maquininhas que operam no Brasil lado a lado, com taxas conferidas nas páginas oficiais em outubro/2026, e calcula quanto cada uma custa para o mesmo lojista hipotético de R$ 20 mil por mês. Também mostra quanto custa receber na hora, em 1 dia ou em 30 dias, e quando alugar sai mais caro que comprar.
Em resumo:
- Com o mesmo mix de R$ 20 mil/mês (30% débito, 40% crédito à vista, 30% em 6x), as tabelas públicas de outubro/2026 vão de R$ 831 a R$ 1.136 por mês para receber em até 2 dias úteis: cerca de R$ 3,7 mil por ano entre a mais barata e a mais cara.
- O prazo pesa mais que a marca: na tabela da InfinitePay, o mesmo faturamento custa R$ 1.416/mês recebendo na hora e R$ 393,60/mês sem antecipar, uma diferença de R$ 12,3 mil por ano.
- Não antecipar deixa cerca de R$ 29 mil parados na agenda de recebíveis; a economia equivale a perto de 1% ao mês sobre esse saldo, que é o número a comparar com o custo do seu capital de giro.
- “Aluguel grátis” quase sempre depende de meta (R$ 15 mil/mês na Cielo, R$ 20 mil/mês na Rede); abaixo dela, comprar a máquina pode sair mais barato.
- Para quem vende no balcão e no site, a integração conta tanto quanto a taxa: o link de pagamento soma na faixa? O extrato sai unificado para conciliar?
Como escolher: os cinco números que definem o custo real
A melhor maquininha de cartão é a que cobra menos no seu mix e no seu prazo. Antes de comparar marcas, levante cinco números do seu negócio:
- Faturamento mensal no cartão. Quase todas cobram por faixa, recalculada todo mês com base no mês anterior.
- Mix de modalidades. O parcelado custa de 3 a 5 vezes mais que o crédito à vista, e é ele que decide o ranking.
- Prazo de que você precisa. Receber na hora ou em 1 dia útil significa pagar antecipação embutida. O mecanismo está no nosso guia de antecipação de recebíveis e quanto ela custa de verdade.
- Modelo do equipamento. Compra, aluguel (às vezes isento com meta) ou mensalidade de uso abaixo de um faturamento mínimo.
- Canais de venda. Se você também vende online, veja se a mesma empresa oferece link de pagamento e checkout para o site, e se essas vendas contam para a sua faixa.
Um parâmetro para o débito: desde 1º de abril de 2023, a Resolução BCB nº 246/2022 limita a tarifa de intercâmbio do débito a 0,5% da venda, a parte do banco emissor. Num MDR de débito de 1,22%, o resto (cerca de 0,7 ponto) remunera a adquirente e a bandeira. A divisão completa está no post sobre taxa MDR.
As 9 maquininhas de cartão comparadas (outubro/2026)
Taxas de tabela para Visa e Mastercard, conferidas nas páginas oficiais em outubro/2026; Elo, Amex e Hipercard costumam custar mais. Onde a empresa não publica a tabela, dizemos isso em vez de estimar.
1. Ton
Marca da Stone para pequenos negócios, com modelos T1 a T3 Smart e o TapTon (celular como maquininha). Sem mensalidade; cobra uma adesão única, parcelável em 12x.
Preço (out/2026): promoção de 0,57% no débito e no crédito à vista e 7,97% no 12x por 30 dias ou até R$ 5 mil em vendas. Depois, na faixa de R$ 10 mil a R$ 30 mil, em 1 dia útil: débito 1,22%, crédito à vista 3,02%, 6x 9,27% e 12x 11,73% (na hora: 1,25%, 3,05%, 11,10% e 11,95%). Até R$ 3 mil, o 12x sobe para 21,39%. Pix grátis com chave na Conta Ton (sem ela, 0,49%). Ver taxas oficiais →
Prós: receber na hora custa quase o mesmo que em 1 dia no débito e no crédito à vista; até 21x nas T3. Contras: faixa até R$ 3 mil cara no parcelado; valor da adesão só no checkout; receber em 1 minuto exige não ter contrato de recebíveis com outra instituição. Para quem: varejo e serviços entre R$ 3 mil e R$ 30 mil/mês que querem dinheiro rápido.
2. Stone
A operação principal do grupo, para lojistas com mais volume: consultor dedicado, entrega e troca em até 48 horas e integração com mais de 90 softwares de gestão.
Preço (out/2026): a página divulga débito “a partir de 0,74%” e crédito “a partir de 2,99%”, com isenção de aluguel conforme as vendas. A tabela completa não é publicada: sob consulta. Ver condições oficiais →
Prós: negociação real com volume; link de pagamento, checkout para e-commerce e conta PJ no mesmo lugar. Contras: sem tabela, só dá para comparar depois de uma proposta; o volume que isenta o aluguel também é negociado. Para quem: lojas com faturamento alto no cartão e vários pontos de venda.
3. Cielo
A credenciadora mais antiga do país, com aluguel e compra publicados lado a lado, o que permite calcular o ponto de virada entre os dois.
Preço (out/2026): Plano Aluguel (só PJ): grátis ao atingir R$ 15 mil no mês, ou R$ 99,90/mês abaixo disso; débito 1,19%, crédito à vista 3,45%, 6x 11,19%, 12x 14,79%. Plano Comodato (PF ou PJ): R$ 238,80 à vista ou 12x de R$ 19,90; débito 1,90%, crédito à vista 4,30%, 6x 11,30%, 12x 19,00%. Recebimento em até 1 dia, sujeito a elegibilidade. Pix 0% por 30 dias, depois 0,99%. Ver taxas oficiais →
Prós: tabela transparente; Cielo Tap incluído; mais de 80 bandeiras. Contras: o aluguel “grátis” depende de bater R$ 15 mil todo mês; Pix pago depois de 30 dias. Para quem: PJ com faturamento estável acima de R$ 15 mil/mês.
4. PagBank (Moderninha)
Moderninha e Minizinha compradas, sem aluguel, com conta digital integrada. A página destaca o recebimento na hora; os planos de 14 e 30 dias aparecem só no simulador.
Preço (out/2026): Super Max (acima de R$ 2 mil/mês): promoção de 0,58% no débito e no crédito à vista por 30 dias ou até R$ 5 mil; depois, débito 1,44%, crédito à vista 3,49%, 6x 10,88%, 12x 13,78%. Essencial (sem mínimo): 0% por 30 dias ou até R$ 1,5 mil; depois, 2,39%, 4,99%, 15,27% e 22,59%. Máquinas a partir de R$ 59,88 (Moderninha Plus 2) à vista, em preço de campanha. Ver taxas oficiais →
Prós: máquina própria; dinheiro na hora no plano padrão. Contras: Essencial caro depois da promoção (22,59% no 12x); o FAQ avisa que o Pix via QR Code na maquininha pode custar até 1,89%. Para quem: quem vende acima de R$ 2 mil/mês e precisa do dinheiro no mesmo dia.
5. Mercado Pago (Point)
Maquininhas Point (Smart 2, Pro 3, Air 2, Mini NFC 2 e Point Tap), sem aluguel nem adesão, com recebimento anunciado na hora, sujeito a elegibilidade.
Preço (out/2026): faixa recalculada todo dia 1º. De R$ 10 mil a R$ 20 mil: débito 1,22%, crédito à vista 3,02%, 6x 11,10%, 12x 11,73%. Até R$ 3 mil: 1,69%, 3,86% e 20,39% no 12x. Pix 0,49%. Promoção de Black Friday com 0,74% no débito e no crédito à vista e 8,99% no 12x, por prazo limitado e com regulamento próprio. Point Pro 3 a R$ 109,90 e Smart 2 a R$ 199,90 (preços de campanha). Ver taxas oficiais →
Prós: mesma taxa para todas as bandeiras; até 18x. Contras: Pix pago; o FAQ cita só as vendas nas Point como base da faixa, então confirme se o que você vende por link ou no site ajuda a baixar a taxa do balcão. Para quem: quem já vende no Mercado Livre e quer centralizar o caixa.
6. InfinitePay
Plataforma da CloudWalk com a tabela mais detalhada do mercado: três prazos (na hora, 1 dia útil e sem antecipação) e quatro faixas, todos publicados.
Preço (out/2026): em 1 dia útil, Plano Inicial (até R$ 20 mil): débito 1,37%, crédito à vista 3,15%, 6x 8,28%, 12x 12,40%; acima de R$ 20 mil: 0,85%, 2,89%, 6,64% e 10,12%. Na hora: 2,29%, 5,49%, 13,99% e 18,29%. Sem antecipação (crédito em 30 dias, parcelas mês a mês), acima de R$ 20 mil: 0,85%, 2,22% e 2,75% em qualquer parcelamento. Pix grátis. Maquininha Smart a R$ 199 no Pix. Ver taxas oficiais →
Prós: a faixa soma maquininha, InfiniteTap e link de pagamento (e CNPJs do mesmo representante legal); plano sem antecipação muito barato. Contras: Elo e Amex bem mais caras (4,91% no crédito à vista do Plano Inicial); quem fatura exatamente R$ 20 mil fica no Plano Inicial. Para quem: quem vende muito parcelado, tem caixa ou soma balcão e online.
7. SumUp
Três modelos comprados (Top, Solo e Smart), sem aluguel nem mensalidade, para quem vende em movimento: ambulantes, delivery, atendimento em domicílio.
Preço (out/2026): débito 0,99% e crédito à vista 3,49%. Conta nova tem taxa zero no débito e no crédito à vista por 30 dias ou até R$ 1,5 mil, e o parcelado conta para o limite. Parcelado e prazo de cada plano não aparecem na página: sob consulta. Pix 0%. Máquinas a partir de 12x de R$ 3,90. Ver taxas oficiais →
Prós: entrada barata; débito competitivo; Pix e loja virtual grátis. Contras: não publica o parcelado, a modalidade que mais pesa. Para quem: microempreendedores com ticket baixo e pouco parcelamento.
8. Rede (Itaú)
A credenciadora do Itaú, com as “laranjinhas” (Laranjinha+ e Smart) e versões TEF para automação comercial. A contratação passa pela conta PJ Itaú.
Preço (out/2026): aluguel e mensalidade da conta PJ grátis acima de R$ 20 mil/mês somando laranjinha, boletos e Pix na conta. Antecipação avulsa no mesmo dia, pedindo até 15h45. MDR não publicado: sob consulta. Ver condições oficiais →
Prós: crédito e gerente do Itaú; e.Rede como gateway de pagamento da loja online. Contras: sem tabela pública; abaixo de R$ 20 mil/mês, aluguel e mensalidade voltam. Para quem: quem já concentra conta e crédito no Itaú.
9. Getnet
A credenciadora do Santander, com maquininhas Get Mini, Clássica e Smart, Get Tap, checkout para e-commerce, TEF e conciliador próprio. Aceita CPF e CNPJ.
Preço (out/2026): “a partir de” débito 1,69%, crédito à vista 3,69%, 6x 9,94%, 12x 12,88%, com recebimento em 2 dias úteis. Adesão a partir de R$ 94,80 à vista. Abaixo do faturamento mínimo do plano (valor que a página não informa), cobra uso de R$ 14,90 a R$ 129,90/mês conforme o modelo. Ver taxas oficiais →
Prós: parcelado competitivo; conciliador e TEF para vários caixas. Contras: débito e crédito à vista acima da média; mínimo de faturamento não divulgado. Para quem: varejo com muito parcelamento e automação de caixa.
Tabela comparativa: quanto o mesmo lojista paga em cada uma
Exemplo hipotético: uma loja fatura R$ 20 mil/mês no cartão, sendo R$ 6 mil no débito, R$ 8 mil no crédito à vista e R$ 6 mil em 6x, tudo Visa e Mastercard. Aplicamos a tabela de cada maquininha na faixa correspondente, sem promoção. Stone, Rede e SumUp ficam de fora por não publicarem todas as taxas.
| Maquininha (plano) | Débito | Crédito à vista | 6x | Prazo | Custo/mês | Taxa efetiva |
|---|---|---|---|---|---|---|
| InfinitePay (Inicial) | 1,37% | 3,15% | 8,28% | 1 dia útil | R$ 831,00 | 4,16% |
| Ton (R$ 10 mil a R$ 30 mil) | 1,22% | 3,02% | 9,27% | 1 dia útil | R$ 871,00 | 4,36% |
| Mercado Pago (R$ 10 mil a R$ 20 mil) | 1,22% | 3,02% | 11,10% | na hora | R$ 980,80 | 4,90% |
| Getnet | 1,69% | 3,69% | 9,94% | 2 dias úteis | R$ 993,00 | 4,97% |
| PagBank (Super Max) | 1,44% | 3,49% | 10,88% | na hora | R$ 1.018,40 | 5,09% |
| Cielo (Aluguel, isento) | 1,19% | 3,45% | 11,19% | até 1 dia | R$ 1.018,80 | 5,09% |
| Cielo (Comodato) | 1,90% | 4,30% | 11,30% | até 1 dia | R$ 1.136,00 | 5,68% |
- O parcelado decide o ranking. Ton e Mercado Pago cobram o mesmo no débito e no crédito à vista nessa faixa; os R$ 109,80/mês de diferença vêm todos do 6x.
- Débito barato não salva. A Cielo Aluguel tem o menor débito (1,19%) e fica entre as mais caras.
- Compare no mesmo prazo. Mercado Pago e PagBank pagam na hora; a Getnet, em 2 dias úteis. Se você não precisa de liquidez imediata, não pague por ela.
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Na hora, D+1 ou D+30: quanto custa a pressa
A InfinitePay publica os três prazos para o mesmo produto, o que isola o custo do tempo. Mesmo exemplo hipotético; para B e C, consideramos a faixa “acima de R$ 20 mil”:
| Cenário | Débito | Crédito à vista | 6x | Custo/mês | Custo/ano |
|---|---|---|---|---|---|
| A. Na hora | R$ 137,40 | R$ 439,20 | R$ 839,40 | R$ 1.416,00 | R$ 16.992,00 |
| B. 1 dia útil | R$ 51,00 | R$ 231,20 | R$ 398,40 | R$ 680,60 | R$ 8.167,20 |
| C. Sem antecipação (D+30, parcelas mês a mês) | R$ 51,00 | R$ 177,60 | R$ 165,00 | R$ 393,60 | R$ 4.723,20 |
Receber tudo na hora custa R$ 12.268,80 por ano a mais que esperar. Mas esperar tem custo: no cenário C, a loja carrega permanentemente cerca de R$ 29 mil a receber. São R$ 8 mil do crédito à vista do mês, ainda não pago, mais R$ 21 mil em parcelas futuras do 6x (R$ 6 mil + R$ 5 mil + R$ 4 mil + R$ 3 mil + R$ 2 mil + R$ 1 mil, das vendas dos últimos seis meses).
A conta que decide: passar de B para C economiza R$ 287,00 por mês para manter R$ 29 mil empatados, cerca de 0,99% ao mês sobre esse saldo. Se esse buraco for coberto com capital de giro ou cheque especial mais caro que isso, o D+1 compensa. Se você tem caixa parado rendendo menos, esperar compensa. E a transição pesa: nos primeiros meses depois de migrar para o C, entra menos dinheiro até a agenda se completar. Planeje com o fluxo de caixa e o estoque lado a lado.
Outra armadilha: se o faturamento ficar em exatamente R$ 20 mil, a loja cai no Plano Inicial e paga R$ 831,00 em vez de R$ 680,60 no D+1. São R$ 150,40 por mês decididos por um real. Como a faixa é recalculada com base no mês anterior, um mês fraco encarece o seguinte.
Aluguel ou compra: quando o “grátis” vira degrau
Com o mesmo mix, o Plano Aluguel da Cielo custa 5,09% do faturamento em taxas, mais R$ 99,90 quando o mês fecha abaixo de R$ 15 mil. O Comodato custa 5,68%, sem aluguel, depois do pagamento de R$ 238,80:
- R$ 10 mil/mês: Aluguel R$ 609,30 (R$ 509,40 + R$ 99,90) contra Comodato R$ 568,00. Comprar economiza R$ 41,30/mês e se paga em menos de seis meses.
- R$ 14 mil/mês: Aluguel R$ 813,06 contra Comodato R$ 795,20. Comprar ainda vence.
- R$ 15 mil/mês: aluguel isento. R$ 764,10 contra R$ 852,00. Alugar passa a vencer por R$ 87,90/mês.
Vale para qualquer marca: aluguel isento por meta é ótimo para quem passa da meta com folga e ruim para quem oscila em torno dela. Com sazonalidade forte, calcule o ano com os meses fracos, não com a média. Nas maquininhas compradas (PagBank, Mercado Pago, InfinitePay, SumUp), o equipamento custa de R$ 15 a R$ 199,90 nos preços de campanha de outubro, e o que pesa é a faixa de taxa.
Para quem vende online e no físico: integração pesa tanto quanto a taxa
Quem vende no balcão e no site paga a fragmentação duas vezes: em taxa e em horas de conciliação. Três verificações antes de assinar:
- O online conta para a faixa? Na InfinitePay, link de pagamento soma com a maquininha. No Mercado Pago, o FAQ cita só as vendas nas Point. Para quem vende R$ 12 mil no balcão e R$ 10 mil por link, somar ou não decide a faixa.
- Há checkout para a loja virtual na mesma empresa? Stone, Cielo, Getnet, Rede, PagBank e Mercado Pago oferecem. Concentrar os dois canais simplifica a negociação de taxa e a gestão de chargeback, bem mais frequente no online.
- O extrato sai unificado? Se físico e online caem em extratos separados, a conciliação financeira vira trabalho manual. Peça um extrato de exemplo e veja se ele exporta para o seu ERP.
O Pix também entra na conta: grátis na InfinitePay, na SumUp e no Ton (com chave cadastrada), 0,49% no Mercado Pago e 0,99% na Cielo depois de 30 dias. Para R$ 10 mil/mês em Pix, 0,99% são R$ 1.188 por ano. Mais em Pix para pagamentos e métodos de pagamento.
Qual escolher por perfil
- Começando, até R$ 3 mil/mês: SumUp ou PagBank Essencial na promoção, com a conta do pós-promoção feita; nessa faixa, Ton e Mercado Pago passam de 20% no 12x.
- R$ 5 mil a R$ 20 mil/mês, precisa de dinheiro rápido: Ton ou InfinitePay no D+1.
- Acima de R$ 20 mil/mês, muito parcelado e com caixa: InfinitePay sem antecipação, a menor taxa efetiva da lista, desde que o capital empatado não custe mais que ela economiza.
- Acima de R$ 15 mil/mês estável, PJ: Cielo Aluguel, ou proposta de Stone e Rede, que costumam render mais com volume.
- Online e físico: quem soma os canais na faixa e entrega extrato unificado; se vender no Mercado Livre, o Mercado Pago centraliza o caixa.
- Vários caixas e automação: Getnet ou Rede, pelo TEF e pela conciliação.
Para a conta que recebe tudo isso, veja o comparativo de melhor conta PJ; para entender por que Elo e Amex custam mais, o post sobre bandeiras de cartão.
Perguntas frequentes
Qual é a maquininha de cartão com a menor taxa?
Depende do mix e do prazo. No exemplo de R$ 20 mil/mês com 30% em 6x, a menor taxa efetiva em 1 dia útil foi a da InfinitePay (4,16% no Plano Inicial; 3,40% acima de R$ 20 mil), seguida pelo Ton (4,36%). Sem antecipação, a InfinitePay cai para 1,97%. Quem parcela pouco deve olhar primeiro débito e crédito à vista, e aí a ordem muda.
Existe maquininha com taxa zero?
Só como promoção de entrada, sempre com limite: em outubro/2026, PagBank Essencial (0% por 30 dias ou até R$ 1,5 mil) e SumUp (0% no débito e no crédito à vista por 30 dias ou até R$ 1,5 mil). Depois, valem as taxas normais. Pix grátis é outra coisa: InfinitePay e SumUp não cobram, e o Ton não cobra com chave cadastrada.
Vale a pena ter duas maquininhas?
Como contingência, sim. Para economizar, depende: com duas, cada empresa vê metade do volume, e você pode cair de faixa nas duas. Perto do limite de uma faixa, concentrar costuma sair mais barato.
Pessoa física pode ter maquininha?
Sim. Mercado Pago, Ton, SumUp, PagBank, Getnet e o Plano Comodato da Cielo aceitam CPF. O Plano Aluguel da Cielo é só para PJ, e o Ton aceita vale-refeição (Alelo, Pluxee, Ticket, VR, Up) só com CNPJ.
Taxas conferidas nas páginas oficiais em outubro/2026, para Visa e Mastercard; promoções têm prazo e limite. Confira o valor atual no link de cada empresa antes de contratar.
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