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Como oferecer o Pix no e-commerce do jeito certo

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Este conteúdo foi atualizado em: 27/07/2021

Passados oito meses da implementação do Pix, quase um terço das lojas virtuais aderiram ao sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central. Hoje, o Pix no e-commerce está em 32,2% dos sites de vendas brasileiros, segundo levantamento da GMattos, consultoria de e-commerce. Embora seja um índice representativo, ele ainda está aquém das modalidades tradicionais, como boleto e cartão, o que mostra que existe espaço para crescer. 

Pix pagamento instantâneo

O Pix foi lançado pelo Banco Central em novembro de 2020. Desde então, vem, mês a mês, crescendo em participação como meio de pagamento. Dados mais recentes mostram que 88 milhões de pessoas – o equivalente a 42% da população adulta – utilizaram o Pix para pagar ou receber, realizando um total de 2,94 bilhões de transações desde o início da operação.

Atualmente, existem 274 milhões de chaves Pix cadastradas – 263 milhões pertencentes a pessoas físicas e 11 milhões a empresas. 

De acordo com o Banco Central, a adesão à ferramenta vem registrando taxa de crescimento acelerada, de 57,5% ao mês. Essa alta adesão, segundo o BC, está ligada à conveniência, à rapidez e à praticidade do Pix, que tem custo zero para pessoas físicas e funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, incluindo sábados, domingos e feriados.

Confira na tabela as diferenças entre Pix, boleto, TED e DOC:

 PixBoletoTEDDOC
UsoPagador precisa ler o QR Code ou ter a chave Pix do recebedorPagamento é efetuado com a leitura ou digitação do código de barrasPagador precisa de dados bancários, CPF ou CNPJ do recebedorPagador precisa de dados bancários, CPF ou CNPJ do recebedor
PagamentoAceito em qualquer dia e horárioPagamento disponível só em dias úteisDisponível apenas em dias úteis, das 6h às 17h30Disponível apenas em dias úteis, das 6h às 17h30
NotificaçãoRecebedor e pagador são notificados a cada transaçãoRecebedor e pagador não são notificados Recebedor e pagador não são notificados Recebedor e pagador não são notificados
Disponibilidade de recursosRecursos disponíveis na conta em segundosRecursos disponíveis no dia útil seguinte ao pagamentoRecursos disponíveis no mesmo diaRecursos disponíveis no dia útil seguinte à transferência

Novas funcionalidades

Neste ano, foram liberados novos recursos da ferramenta, como o Pix Cobrança, útil para pagamentos com data de vencimento. Essa funcionalidade faz o cálculo automático de descontos, multas e juros, bem parecido com o boleto. 

Mais dois novos serviços devem começar a funcionar nos próximos meses, segundo o Banco Central: o Pix Saque e o Pix Troco. O primeiro vai permitir que as pessoas façam retiradas em dinheiro em estabelecimentos comerciais, empresas e instituições financeiras. Na prática, será possível sacar dinheiro em padarias, lojas, estacionamentos e caixas eletrônicos. 

Enquanto isso, o Pix Troco estará atrelado a uma compra ou prestação de serviços. O cliente pode fazer uma compra de R$ 20 em um comércio, e receberia a mercadoria e o troco em espécie. 

Até o fim de 2021, outras novidades estão por vir, como Pix aproximação e Pix pagamento instantâneo offline.

Pix no e-commerce

O Pix no contexto do varejo eletrônico chegou para facilitar a compra pelo cliente e a operação pelo lojista. Para as empresas, as oportunidades são de aumento de conversões e de redução de custos.

O fato de o Pix ser um pagamento instantâneo permite que o e-commerce agilize todas as etapas de processamento dos pedidos, que envolvem separação em estoque e despacho, fazendo com que o cliente receba o produto mais rápido, o que contribui para melhorar a experiência do usuário.

Pagamentos instantâneos no e-commerce abrem a possibilidade de agilizar o processo de entrega dos pedidos.

A princípio, a expectativa era de que o Pix no e-commerce se colocasse como uma alternativa ao boleto bancário, que é um método de pagamento que compromete o estoque do varejista. Mas não foi o que aconteceu. Nos primeiros oito meses de funcionamento, o Pix vem roubando o lugar do débito.

O estudo da consultoria GMattos mostra que a aceitação do débito no comércio eletrônico caiu 6,7 pontos percentuais em três meses (junho ante março), enquanto a adesão ao Pix cresceu 6,8 pontos no mesmo período. 

Segundo a consultoria, o boleto tem a segunda maior aceitação (83%) nas lojas virtuais, perdendo apenas para o cartão de crédito (93,3%). Em terceiro lugar, aparecem as wallets (52,5%). 

A vantagem do Pix sobre o cartão de crédito está na redução de custos – a taxa média de cada venda no crédito é de 3% sobre o valor da compra – e por permitir que clientes sem cartão comprem online.

A expectativa é que o Pix no e-commerce se torne uma ferramenta de inclusão, fazendo com que mais pessoas comprem pela internet pela primeira vez.

Outra barreira que vem sendo derrubada com o Pix é a da segurança. Embora as vendas com cartão de crédito no e-commerce estejam em alta, nem todos os clientes se sentem seguros em inserir os dados nos sites por temerem golpes e clonagens.

Veja um comparativo entre Pix, boleto bancário e cartão de crédito do ponto de vista do varejista online:

 PixBoletoCartão de crédito
Disponibilidade dos recursosValores disponíveis na conta em segundosRecursos disponíveis na conta no dia útil seguinte do pagamentoRecursos disponíveis na conta 28 dias, em média, após o pagamento
PagamentoCliente pode efetuar o pagamento em qualquer dia e horárioPagamento só está disponível em dias úteisPagamento não é aprovado imediatamente
UsoGerar QR Code para aceitar o Pix no site é simplesEmissão do boleto tem regras mais complexas e envolvem custosLojista precisa de um sistema especial no site para aceitar cartão

Para resumir, as transformações que o Pix no e-commerce estão provocando são:

Vantagens de ter o Pix no e-commerce

Existem vantagens do Pix tanto para o consumidor quanto para o lojista. Veja só:

Vantagens para o consumidor

O Pix é rápido, seguro e tem baixo custo para o cliente. Ao fazer uma compra online, o consumidor não tem que esperar a compensação do boleto para que o lojista identifique o pagamento e despache o produto.

Tanto o pagamento acontece mais rapidamente, quanto o envio da mercadoria para o endereço de entrega. 

A ferramenta também confere agilidade e praticidade durante o fechamento da compra. Tudo o que o cliente precisa é ter um smartphone e uma conta em uma instituição financeira. 

Vantagens para o lojista

O Pix tem baixo custo de aceitação e começou a travar uma briga por espaço com o débito, que não oferece uma experiência muito positiva para o cliente nas compras online.

A disponibilidade instantânea dos recursos é outro ponto a favor da modalidade. Sendo assim, o lojista consegue ter o dinheiro liberado imediatamente em caixa para usar.

Pesquisa mostra que 32,2% das lojas virtuais permitem que o cliente use Pix na compra online.

Um dos grandes diferenciais de oferecer o Pix como forma de pagamento é que, com ele, os e-commerces que utilizam o boleto conseguem eliminar um problema: a taxa de desistência da compra. Estima-se, em média, que 30% a 40% das pessoas que emitem boleto não o pagam.

Com o Pix, além de ter uma transação mais barata e com menos fricções, elimina-se a desistência do pagamento justamente por ele ser instantâneo. Mas para dar aquele empurrãozinho para os visitantes adotarem a ferramenta, é recomendado remover o desconto do boleto para não fomentar tal prática.

A rapidez no checkout e no despacho dos pedidos também é um benefício do Pix tanto para o lojista quanto para o cliente.

Veja a lista de mais benefícios do Pix para e-commerce:

Agora, as desvantagens:

Como implementar o Pix no e-commerce

Para implementar o Pix, entre em contato com a instituição que intermedia os pagamentos da sua loja para solicitar a integração com a plataforma de e-commerce.

No caso da Vtex (veja aqui o tutorial), os parceiros que oferecem o Pix como forma de pagamento são:

Pix no e-commerce é tendência?

O pagamento instantâneo, além de ser uma realidade em países como Estados Unidos, Austrália e China, é um grande diferencial para a geração do milênio (e futuras), que buscam cada vez mais praticidade atrelada à confiança.

Dados do Banco Central apontam que pessoas físicas fizeram o maior número de transações desde novembro de 2020, quando a função foi inaugurada. Até junho, por exemplo, enquanto 88,5 milhões de pessoas físicas já haviam feito operações pelo Pix, o número de usuários PJ era bem menor, de 6,4 milhões. Isso mostra que existe um oceano azul para as empresas que buscam oportunidades no mercado.

A estimativa do Banco Central é que o Pix continue como tendência pelos próximos cinco anos e a instituição já se prepara para divulgar novas funcionalidades, como o Pix Garantido, que permitirá fazer transações como se fossem compras parceladas.

Inovações que se refletem não só entre lojistas, varejistas e prestadores de serviços, mas também na experiência de compra do usuário dentro do e-commerce. E aqui, agilidade e segurança são prioridades para a maioria dos usuários na hora da decisão de compra.

Cabe ao varejista online educar o cliente para que ele saiba utilizar o Pix e prefira essa modalidade para efetuar a compra. Nos conteúdos, vale destacar a facilidade, a rapidez e a segurança, a partir de páginas especiais sobre o assunto no e-commerce, por postagens em blogs e redes sociais, com a produção de vídeos e com o disparo de e-mails informativos.

Alguns lojistas estão apostando em promoções, concedendo descontos extras para clientes que pagarem com Pix. Essa tática funciona tanto como um incentivo para o cliente quanto para o varejista testar a aderência à nova modalidade.

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